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05/02/2007
ALERGIA e INTOLERÂNCIA ALIMENTAR - PARTE I
RACHEL BARROS


A comida era natural, bem combinada, e a refeição foi leve. Mas, ainda assim, você sentiu os efeitos de uma extravagante orgia alimentar : dores abdominais, náusea, gases e uma sensação geral de mal-estar. Se não há razão para se pensar em comida estragada, comece a considerar a possibilidade de intolerância alimentar, uma reação anormal resultante da incompatibilidade do organismo com certos alimentos. Caso os sintomas – muitas vezes, mais imediatos e intensos – incluam, entre outros, congestão nasal, falta de ar, coceira e ardência da pele, vômito, espirros e uma estranha inchação da boca e da língua, é melhor buscar ajuda médica. Você deve estar fazendo uma reação alérgica que pode ser agravar e culminar em anafilaxia, distúrbio circulatório que traz risco de vida.
Mas, felizmente, essa última possibilidade é mais remota: segundo os especialistas, as verdadeiras alergias alimentares são raras. O mais comum são as intolerâncias desenvolvidas por um organismo saturado pelo consumo freqüente e excessivo de determinados alimentos, em particular daqueles potencialmente geradores de reações – crustáceos, leite e derivados, trigo, chocolate – ou de produtos da indústria alimentícia impregnadas de substâncias químicas , aditivos e conservantes. O problema é que as linhas divisórias entre essas duas ocorrências não ficam muito nítidas para os não especialistas, exceto pela gravidade e decorrências que podem ocasionar. É bom, portanto, conhecer suas diferenças.

A ALERGIA ALIMENTAR

A reação alérgica ocorre quando um organismo sensível à proteína de um certo alimento responde à sua presença na corrente sangüínea como se tratasse de um invasor, um corpo estranho. Acionado o alarme, anticorpos – imunoglobulinas e outros – viajam pela corrente sangüínea despejando histamina, o verdadeiro responsável pela eclosão dos violentos sintomas alérgicos inflamatórios ao longo do corpo. A reação alérgica, que não depende da dose nem do tipo de alimento, pode ser fulminante : muitas vezes o início da refeição ou, em alguns casos, o simples cheiro da comida já provoca coceira e inchação da boca e urticária pelo corpo.

Os alvos mais freqüentes dessa hiperreação são os camarões e frutos do mar (potencialmente alérgenos, pela carga tóxica que podem conter), o glúten (proteína presente no trigo e em outros cereais, capaz de irritar os intestinos e as células cerebrais), e o leite e derivados (de difícil digestão, especialmente para adultos, sua proteína é considerada o alérgeno mais comum).

Mas o que leva um organismo a reagir de forma tão exagerada e desastrosa ? As causas e origens são múltiplas, envolvendo até os períodos pré-natal e do aleitamento (má alimentação da mãe) e as pré-disposições de pessoas com extrema sensibilidade como os asmáticos. Mas a tela de fundo comum é um quadro emocional de auto-estima baixa e a criação em um família onde a comunicação não é apropriada. O perfil do asmático retrata uma personalidade vulnerável do tipo “esponja” , que se altera facilmente por sentimentos e atitudes dos outros e, não sabendo como agir, “reage “. Situações desarmônicas e estressantes são, com freqüência, o gatilho das crises.
Quando um organismo se mostra reativo, a primeira providência é identificar os produtos alérgenos (os testes sangüíneos são os mais eficazes) e excluí-los definitivamente da dieta.
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